Por veces

Agosto 4, 2008

r.filgueira

Las soluciones acaban por ser más complicadas que los problemas…

25 Respostas to “Por veces”

  1. Fontez said

    bem dito.
    sem dúvida.

    bjs anjo.

  2. Marta said

    Por vezes, os problemas só existem na nossa própria cabeça…

    Um xii

  3. ora, Fontez, nem mais🙂

  4. Por desgraça, Marta, é bem verdade. Damos tantas voltas que acabamos com o cerebro centrifugado…
    um xii

  5. fontez said

    por vezes o problema não é “problema”…!

  6. sim, Fontez, há quem tenha “por desporto” considerar tudo um problema…

    xii

  7. Chicho said

    Es verdad que si los problemas son de salud, desgraciadamente y en ocasiones las soluciones no solamente son complicadas, sino que no se pueden resolver y si los problemas son a los que se refiere alguna de las múltiples filosofias que nos rodean en el tiempo que nos toca de vivir, como por ejemplo -no hay problemas sino diferentes soluciones- referente a ésto y en mi opinión, lo que si hay son comportamientos, y, si los comportamientos tanto a nivel individual como colectivo son sinceros, casi me atrevo a decir que no haran falta soluciones porque no habra problemas.
    Con toda mi sinceridad, un fuerte abrazo para todos, Chicho

  8. Mismo os de salud, Chicho, poder ser que no se puedan resolver por ahora…las vacunas, antibióticos, retro viráis, insulina, etc. son descubiertas recientes…

    Siempre hay diferentes soluciones para un problema la mejor, la menos buena, la mas o menos… y los que no tienen solución ,ya esta …es simples…

    Y cuando lo comportamiento individual no es sincero, no habra problemas, habra un ADIOS, HASTA LA VISTA…facil, no¿?

    🙂 Un fuerte abrazo

  9. Fontez said

    anjo, n diria desporto, mas “teimosia”🙂

  10. Chicho said

    Es probable que yo no comprenda la pregunta, seguiremos comentando éste tema.
    Dentro de 15 minutos tengo una reunión de vecinos, mañana por la mañana voy a Boiro y a Lalin y por la tarde a Ordes, haber si pasado mañana tengo las ideas más claras y continuamos.

    Besitos, Chicho

  11. Cuando las personas no tienen un comportamiento sincero no merece nuestro tiempo y de hay “UN HASTA LUEGO LUCAS”…
    Que guay, manaña veras “mis tesoros”😉

    Bezaso

  12. Nao creio, Fontez, que seja teimosia…

    No vosso caso sao uma geraçao de adolescentes com mais de 30 anos. Habituados a que lhe resolvam todos os problemas e que vos propocionem quase tudo. Sao dependentes de muitas formas economicamente, emocionalmente, intelectualmente… dai transformais tudo em problemas e sempre esperam que “um adulto” vos diga que fazer ou que faça, de preferencia …

    Pouco habituados a pensar pela propria cabeça e indiferentes a duras realidades, continuam alegremente disfrutando de uma eterna juventude

    um xii

  13. Marta said

    “No vosso caso sao uma geraçao de adolescentes com mais de 30 anos. Habituados a que lhe resolvam todos os problemas e que vos propocionem quase tudo. Sao dependentes de muitas formas economicamente, emocionalmente, intelectualmente… dai transformais tudo em problemas e sempre esperam que “um adulto” vos diga que fazer ou que faça, de preferencia …”

    Assino em baixo.
    Faço parte desta geração de adolescentes e se por um lado me distancio da regra, porque me tornei independente muito cedo, por outro continuo a reconhecer em mim muitas características desse desfrutar da “eterna juventude”.

  14. É fundamental ser independente, fazer se responsavel de si proprio , se nao nos tornarmos donos da nossa vida/ideas/emoçoes… alguem o fara…
    Como educadora (Mamma) jamais darei o meu processo como concluido,é certo que me cai a baba com o meu pirilau, tb ele se distancia da regra (graças a Deus !¡)

    xii

  15. Mas se são complicados, são soluções?

  16. Ora bem, HP, nao entendi bem a sua pergunta, mas respondo na mesma…

    As soluçoes buscam-se para finalizar o problema (grande/pequeno ou medio) e nao para criar uma duzia de outros….

  17. Mas se criarem uma duzia de outros problemas, terão sido mesmo solução (ou boa solução)? Talvez houvesse outro caminho, outra saida, outra solução…

    … Quando ia agora publicar a frase em cima, olhei para a sua fotografia e lembrei-me do exemplo da violência física. Denunciar poderá trazer problemas (muitos!), mas não é mesmo a melhor solução? Se calhar, por vezes, é mesmo preciso lutar…

  18. Tenho por habito cortar o mal pela raiz / viro pagina / encerro capitulos.

    A foto que tenho actualmente no blog é da señora del rosario – tiene como una docena de rosarios en las manos – como yo, soy una docena de mi misma: rosario la rubia, la madre, la suegra, la amiga…

    Em caso de violencia fisica é sempre de denunciar, sempre !!

    Dou lhe o exemplo como violencia fisica, a violencia domestica: um circulo fechado de agressoes e beijos – beijos e mais agressoes em que a vitima esta em total submissao mental quase alienada em que se sente culpada da atitude do agressor – que se calhar o provoca ….que ele vai mudar….
    Li na visao (31/07) um execelente artigo de Antonio Lobo Antunes “as mulheres têm fios desligados” … l
    Ou a noticia da 1ª pag do jornal ELPAIS hoje…
    “Un joven de 19 años se ha entregado a la Guardia Civil tras haber asesinado a su novia, de 18, en la localidad salmantina de Villamayor de la Armuña. El agresor, de nacionalidad portuguesa y vecino de Ledesma desde hace dos años, ha matado a su compañera con un arma blanca y la ha abandonado en un depósito de aguas.”

    Que é possivel ,sair dessa,é , olhe para mim…

    xii

  19. Antonio Lobo Antunes
    AS MULHERES TÊM FIOS DESLIGADOS

    Há uns tempos a Joana
    -Pai, acabei um namoro à homem
    Perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
    – Disse-lhe o problema não está em ti, está em mim
    O que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
    -já não gosto de ti
    De
    -não quero mais
    Chegam com discursos vagos, circulares
    -preciso de tempo para pensar
    -não é que não te ame, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
    Ou declarações do género de
    – tu mereces melhor
    -estive a reflectir e acho que já não te faço feliz
    -necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
    E aos amigos
    -dá-me os parabéns que lá consegui livrar-me da chata
    -custou mas foi
    -amandei-lhe aquelas lérias do costume e a gaja engoliu
    -chora um dia ou dois e passa-lhe
    E pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas e nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar (chichi, sede, fome, a janela de que esqueceram de fechar o estore ) ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas, pá e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarrados à gente, no ronhónhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
    – o maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é pensar que durante uma semana estou safo
    E depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las.
    O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
    – as mulheres têm os fios desligados
    E outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa pare que comecem a trabalhar outra vez. Meus Deus, que pena me dão as mulheres
    . Se informam
    -já não gosto de ti
    Se informam
    -não quero mais
    Aí estão eles alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos, ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores, eles que nunca mandavam a colocarem-se de plantão À porta dado que aquela p*** há-de ter outro e vai pagá-las, dispostos a partes-pagas, cenas ridículas, gritos
    . A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, Che Guevara ou eu, e eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhes caia na sorte um caramelo que passe À frente delas nas portas, não lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persianas-mal-descidas-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
    (para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
    – O problema não está em ti está em mim a mexerem a faca na mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Vergílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde idiota, desonesto.
    Fui
    (espero que não muitas vezes)
    rasca. Volta e meia surge-me na cabeça uma frase do Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde de mais. Resta-me esperar que ainda não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não está em ti está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc…, que mulher não ouviu bugigangas destas? Uma mulher contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
    – mereces melhor que eu
    levou com a resposta
    – pois mereço. Rua.
    Enfim, mais ou menos isto, e estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua.
    – o que faço às cartas de amor que me escreveu?
    e a amiga sua
    – Manda-lhas. Pode ser que façam falta.
    Fazem de certeza: é só copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
    – E depois de ele se ir embora?
    – Depois chorei um bocado e passou-me.
    Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que vi na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas uma árvore a sorrir-me.»

    ps.- como ve “dou sempre a cara” (e o coraçao a quem merece)😉

  20. :)Excelente. De facto há muitas vezes essa conversa… Haverá uma escola para se aprender isso?😛

    O melhor mesmo é dar a cara e seguir em frente, com dor, mas ultrapassando, sabendo que o que é importante somos nós mesmas… Quanto ao coração, entregue-o só a quem merece sim, pois fará dessas pessoas, pessoas especiais.

    Xii

  21. Fontez said

    Como alguém diria:
    “As gerações mudam, e cada uma delas se considera diferente da anterior, mas agem como se as gerações seguintes fossem iguais à sua.”

    A liberdade do 25 foi abrupta e descontrolada.

  22. As geraçoes, como as pessoas, sao todas diferentes…e todas iguais … basicamente queremos “todos” o mesmo …

    A liberdade do 25 nao trouxe a violencia, nem a prostituiçao, nem a droga…foi abrupta para a imensa maioria (nao te esqueças havia PCP na clandestinidade…) e descontrolado só na forma como devolvemos os territorios que tinhamos invadidos, pq foi uma revoluçao pacifica …

    O que me preocupa nesta geraçao é o que faz com o tempo e com a inesgotavel fonte de informaçao…

    xii

  23. Cátia said

    Apesar de pertencer a geração pós 25, sei que a maioria desperdiça o tempo que tem e a informação tao valiosa. Como não viveu tempo suficiente sem ela, não lhe dá o devido valor, nao a aproveita nem aplica tanto como poderia vir aplicar…

    Xii

  24. 😉
    Desperdiçamos tanta coisa,Cátia,os “pre e os pós” 25,…
    Hay mil millones de personas en el mundo que carecen de acceso al agua potable…

    xii

  25. G said

    Muuuuitas vezes!!😐

    Abraço!

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